O silêncio de Cristo nos parlamentos


Há muito se repete que a Igreja deve ser separada do Estado, como se o Criador pudesse ser colocado atrás de uma cortina, reduzido a esfera privada, sem direito de erguer Sua voz nas praças e nas assembleias. Dizem que assim teremos paz. Dizem que assim seremos livres.

Mas olhe ao redor. Onde Cristo foi silenciado, o que resta? Ditaduras travestidas de democracia, políticos corrompendo consciências, igrejas transformadas em empresas de espetáculo. A promessa de liberdade virou algema; a neutralidade virou tirania.

A esquerda grita com punhos cerrados; a direita se orgulha de mãos abertas demais. Um lado quer impor revolução pela força, outro confunde pacifismo com rendição. Ambos esquecem o essencial: sem Cristo reinando, não há ordem, só caos.

O mundo moderno tenta resolver sua crise com slogans políticos ou sentimentalismo religioso. Mas slogans não convertem, e sentimentalismo não sustenta a cruz. Só o Reinado Social de Cristo — com Sua lei, Sua verdade, Sua paz — pode dar nova forma ao barro quebrado da nossa civilização.

Não se trata de nostalgia medieval, mas de realismo sobrenatural. Não é questão de voltar ao passado, mas de reconhecer que toda sociedade que rejeita Cristo cava a própria cova.

Ou Cristo reina, ou o mundo se afunda. Simples assim.

Por seu Irmão Carmelita Secular da Antiga Observância B.