Por que acreditar em santos?

As expressões “não se deve crer em nenhum homem, exceto
em Jesus”, “homens são pecadores, só Deus é santo!” são comumente
usadas por aqueles que não pertencem à Igreja Católica. Alguns tentam convencer,
por meio de passagens das Sagradas Escrituras, que não se deve crer nos santos.
Os que possuem uma visão madura sabem que o cristão católico não faz adoração a
eles, mas apenas os veneram. Para os católicos, o (a) santo (a) é
visto como um modelo no seguimento a Jesus Cristo, ou ainda como aquele (a) que
alcançou o pleno desenvolvimento como pessoa. Para eles, Jesus é o modelo por
excelência: Ele é Deus, a segunda Pessoa da Trindade. Deus O enviou, não só
para remir o pecado da humanidade, mas para que todos busquem Nele exemplo de
vida e de santidade. Ele foi (é) o Evangelho Vivo, modelo para todos os homens:
ensinou a justiça, o amor e a verdade; ensinou-nos como se deve viver, pois
fomos criados à imagem e semelhança do Pai. Dessa forma, surge o questionamento: Por
que, então, acreditar em santos, se o católico tem a Jesus Cristo por modelo?
Na vida cotidiana é comum termos admiração por alguém, por
seu jeito de ser e de agir. Elas se tornam modelos. Para o homem religioso, o
cristão católico, os santos foram aqueles que corresponderam ao Evangelho; mais
do que ouvir a Palavra, eles a viveram, tendo consciência de
sua dignidade como pessoa. Quando tomam essa consciência, desejam
que os outros semelhantes também desenvolvam a sua verdadeira humanidade. E
desenvolvê-la, não é apenas desenvolver-se como pessoa, é ter amor ao próximo,
à justiça, a tudo aquilo que corresponda aos projetos de Deus. Se na vida
cotidiana, um homem comum pode tornar-se um modelo de vida, por que, então, o
santo, não poderia tornar-se um modelo de vida no seguimento a Jesus Cristo?
Todos são chamados à santidade, católicos e não católicos: “Sede santos
como o Pai é santo”. Entretanto, corresponder a este projeto não é
fácil, pois exige renúncia; renúncia às nossas vontades, a tudo o que nos
impede de corresponder ao seu chamado. Por isso, acreditar em um santo, mais do
que pedir o seu auxílio espiritual na jornada terrena, é acreditar que somos
capazes de aderir a este convite, assim como eles.
Por Gabriel, do blogue: La diversidad
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Reflexões